Afinal, por que as pessoas fumam?

O tabagismo é considerado um dos mais importantes problemas de saúde pública. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente existem
mais de 1,5 bilhões de pessoas fumantes no mundo, sendo cinco milhões de mortes anuais em consequência das doenças relacionadas ao tabaco. No Brasil,
aproximadamente um terço da população adulta fuma e segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), ocorrem 200 mil óbitos anuais relacionados ao fumo no nosso país. O cenário não deixa dúvidas: muito precisa ser feito no combate ao tabagismo. Afinal, por que as pessoas fumam?

Inúmeros são os motivos que levam uma pessoa a fumar, mas podemos de forma didática dividir em 3 principais, os quais podem estar juntos e/ou separados em menor ou maior intensidade, dependendo do contexto ambiental, genético e fisiológico do indivíduo.

Quando as pessoas usam o cigarro de forma regular, o corpo delas desenvolve uma necessidade por nicotina, também conhecida como dependência física. Após algum tempo, se não houver a ingestão de nicotina, o indivíduo começa a ter sintomas de abstinência entre eles: fissura, irritabilidade, dificuldade de concentração, impaciência, ansiedade, entre outros. Estes sintomas variam de pessoa para pessoa e são mais comunse intensos quanto maior a quantidade de cigarros utilizados pelo indivíduo.

Além do componente físico, o cigarro também causa uma dependência psicológica. Afim de: aliviar tensões, aumentar a concentração, diminuir o sono,
controlar o peso, e nas horas de solidão e tristeza, o cigarro desempenha um papel de apoio ou um mecanismo de adaptação para lidar com as mais diversas emoções e sentimentos. Finalmente, a terceira e última dependência é o condicionamento representado por associações com o hábito de fumar. Diversos fumantes relatam uma vontade imensa de fazer uso do cigarro quando bebem café, após refeições, durante o uso de bebidas alcoólicas, entre outras diversas situações, às quais vão se tornando um estímulo condicionado que passa a ser parte importante na aquisição e manutenção do comportamento.

Dessa forma, o tratamento do fumante tem como eixo fundamental à abordagem cognitivo comportamental com a finalidade de informar esse indivíduo sobre os riscos do tabagismo e os benefícios na cessação, detectando toda e qualquer situação de risco que leva a pessoa a fumar, desenvolvendo estratégias de enfretamento destas situações. Em casos específicos, de forma segura e eficaz, podemos ainda oferecer a terapia medicamentosa que aumenta a adesão ao tratamento, minimiza os efeitos da abstinência e faz com que o indivíduo alcance maior sucesso para deixar de fumar.

Apesar de existirem diversos tratamentos, poucos realmente são seguros, eficazes e com embasamento científico. Para que se obtenha sucesso na abordagem do fumante é necessário que se entenda o estado da dependência da nicotina, os estágios de mudança de comportamento do fumante e tome por base a realidade e as especificidades de cada paciente, tratando-o como único e de forma especial.

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