Asma na gravidez – Como agir?

 Asma é a doença pulmonar mais comum encontrada durante a gravidez. Neste período, estatisticamente 25 a 30% das grávidas apresentam alterações (crises de asma) que podem associar-se a um desfecho desfavorável para mão ou para o seu bebê. Diversos são os mecanismos responsáveis pelo curso alterado da doença, entre eles podemos citar: alterações hormonais, aspectos emocionais como ansiedade/ insegurança e alterações fisiológicas – com o aumento progressivo do volume uterino, este consequentemente sua expansibilidade, gerando uma maior sensação de falta de ar.

Os dados sobre os efeitos da asma no desfecho da gravidez não são desprezíveis. Pacientes com asma mal controlada podem apresentar hipertensão (pré-eclâmpsia), diabetes, parto prematuro e abortamentos espontâneos. Já em relação ao recém – nascido, há maior risco de más formações congênitas, baixo peso ao nascer e retardo do crescimento intrauterino. Portanto, o diagnóstico de gravidez em indivíduos asmáticos requer cuidados especiais para se chegar a um parto tranquilo. Para isso, ao engravidar o obstetra e pneumologista são os profissionais mais capacitados para esclarecer a respeito da importância e segurança do tratamento desta doença.

É importante que as gestantes não suspendam o uso de medicamentos, a fim de evitar complicações indesejáveis. Atualmente existem medicações autorizadas e seguras que não geram risco para a mãe e seu feto, permitindo seu desenvolvimento normal. Um controle adequado durante este período tem se demonstrado bastante efetivo em reduzir os índices de complicações perinatais praticamente aos mesmos níveis da população de não asmáticas.

De forma geral, as principais recomendações para o tratamento da gestante são: os fatores desencadeando usuais devem ser reconhecidos e afastados; fazer uso regular das medicações que a mantenham bem controlada e sem  sintomas; saber reconhecer precocemente quando sua asma está saindo do controle e como proceder nesta situação.

Em caso de piora da falta de ar, não responsiva a prescrição de uso habitual e/ou aumento da frequência do uso medicações, a gestante deve procurar o pronto socorro mais próximo. A principal causa de complicações e risco de vida é o atraso no atendimento de emergência (quase sempre por culpa do próprio paciente que menospreza os sinais/sintomas e espera melhorar em casa). O atendimento precoce com atenção, muitas das vezes evita internações e minimiza as complicações que podem estar associadas ao inadequado controle da doença.

Assim como toda gestante, a asmática deve parar de fumar, pois a fumaça do cigarro irrita as vias respiratórias favorecendo a ocorrência de infecções respiratórias aumentando a piora dos sintomas.

Portanto, a asma precisa e deve ser tratada mesmo durante a gravidez. Nem o efeito da gravidez sobre a asma, e vice-versa devem ser considerados uma contra indicação para a realização deste sonho. Viva este momento mágico e cuide-se, para um parto com bom termo e muito mais saúde para o seu bebê.

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